quarta-feira, 3 de junho de 2020

País registra recorde de 1.349 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas

O número de óbitos registrados no Brasil por causa da covid-19 chegou a 32.548 nesta quarta-feira (3). Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, foram 1.349 mortes em 24 horas. O resultado é o maior observado desde que a pandemia chegou ao Brasil, superando os 1.262 óbitos registrados nesta terça (2). É o segundo dia consecutivo desta semana que os registros ficam acima de mil por dia. 

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De acordo com a atualização mais recente do governo, há 584.016 casos confirmados no Brasil, dos quais 238.617 já se recuperaram e 312.851 estão em tratamento. Entre terça (2) e quarta-feira (3) o número de novos casos foi de 28.633. As autoridades em saúde investigam 4.115 mortes.

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São Paulo, unidade da federação com maior número absoluto de ocorrências da doença, contabiliza 8.276 mortes e 123.483 pacientes infectados. Na sequência estão Rio de Janeiro, que tem 6.010 mortes e 59.240 casos confirmados e Ceará, com 3.605 óbitos e 56.056 infectados. 

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O que é coronavírus

É uma extensa família de vírus causadores de doenças tanto em animais como em humanos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em humanos, os vários tipos de vírus podem provocar infecções respiratórias que vão de resfriados comuns, como a síndrome respiratório do Oriente Médio (MERS), a crises mais graves, como a síndrome respiratória aguda severa (SRAS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença covid-19.

:: Minuto a minuto | Coronavírus no Brasil ::

Como ajudar quem precisa?

A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.

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Atendimento a pessoas com transtornos mentais que infringiram leis é extinto do SUS

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, extinguiu os recursos para o serviço de atendimento a pessoas com transtornos mentais que infringiram leis. Parte dessas pessoas estão detidas em desacordo com a lei, seja em presídios ou em hospitais de custódia. O programa encerrado pelo Ministério, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), é justamente o que mantém as equipes especializadas que fazem as avaliações psiquiátricas e ajudam na reinserção dessas pessoas na sociedade.

O “Serviço de Avaliação e Acompanhamento de Medidas Aplicáveis a Pessoa com Transtorno Mental em Conflito com a Lei” existe desde 2014 e prevê o acompanhamento profissional por equipes de avaliação chamadas “EAP”. Cada EAP conta com assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros, médicos psiquiatras e terapeutas ocupacionais.

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A portaria assinada pelo ministro informa que os estados e municípios que já possuem essa equipe só continuarão recebendo o repasse de verba federal pelos próximos 180 dias (seis meses), ao fim dos quais as EAPs serão extintas ou terão de ser mantidas com recursos próprios do estado ou município.

Apesar de o tema só ter vindo à tona agora, a portaria foi assinada pelo ministro ainda no dia 18 de maio, justamente o Dia da Luta Antimanicomial, data nacional de debate por uma “reforma psiquiátrica” visando o fim dos manicômios, para que pessoas com transtornos mentais sejam integradas à sociedade, não excluídas.

Funcionamento

A assistente social Shirley Santos integra a única equipe EAP atuando no estado de Pernambuco. Ela explica como se dá o tratamento das pessoas atendidas pelo serviço. “Quando essas pessoas têm algum surto ou instabilidade a polícia sempre chega primeiro. Essas pessoas são julgadas e, se a perícia identificar que possuem um transtorno mental, essas pessoas em vez de cumprirem a reclusão normal, elas ‘pagam’ através de medidas terapêuticas, porque são considerados inimputáveis”, conta Santos

Em Pernambuco as medidas terapêuticas são cumpridas no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP), em Itamaracá. “Deveria ser um hospital, mas na verdade acaba sendo uma unidade prisional”, diz Shirley. “No quesito saúde, as outras unidades prisionais recebem visita apenas da equipe de atenção básica. Mas no HCTP tem, além da atenção básica, uma equipe de plantonistas com psiquiátricas e enfermeiros prestando assistência diurna e noturna”, conta a assistente social. O hospital é o único equipamento do tipo em todo o estado. As pessoas com transtornos mentais que violam a lei em qualquer região do estado são trazidas para o litoral.

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Além das equipes de saúde mencionadas por Shirley Santos, há uma equipe de "desinternação", que tem o papel de pensar e articular projetos de tratamento terapêutico para pacientes que já receberam o alvará de soltura, contribuindo para reinserção deles na sociedade. “É essa a principal tarefa da EAP: fazer a articulação para fora dos muros do hospital, dialogando com os territórios de origem dessas pessoas, no sentido de contribuir com a ‘desinternação’”, diz ela.

“Encontramos pessoas com alvará de soltura emitido havia mais de 10 anos, mas que continuavam lá internadas porque não havia um plano para tratamento articulado com o lado de fora do HCTP”, completa. A assistente social destaca que o objetivo prioritário do grupo é possibilitar a transição dos hospitais terapêuticos para a rede de saúde mental, formada pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS e CAPS-AD).

Encontramos pessoas com alvará de soltura emitido havia mais de 10 anos, mas que continuavam lá internadas.

Apesar de haver uma portaria do Ministério da Saúde, datada de janeiro 2014, instituindo a criação das equipes EAP, o estado de Pernambuco montou sua equipe apenas em agosto de 2019, há menos de um ano, quando também foram contratados profissionais para equipes de atenção básica de saúde para todo o sistema prisional. “A gente ainda está implantando as ações, ainda conhecendo o sistema prisional e de Justiça”, afirma Shirley, mencionando ainda os estados do Maranhão, Piauí e Pará, que têm EAP desde 2014. “Alguns estados nem possuem mais manicômios, apenas o EAP fazendo o acompanhamento dessas pessoas”, diz a assistente social.

Alguns estados nem possuem mais manicômios, apenas o EAP fazendo o acompanhamento dessas pessoas.
 

Santos destaca que nos dez meses de atividades da EAP no estado, o grupo também tem dialogado com o sistema Judiciário, contribuindo com laudos e orientando sobre os tipos de medidas aplicáveis às pessoas com transtornos mentais, evitando um sofrimento extra para elas; e possui um grupo de trabalho voltado para corrigir casos em que pessoas com transtornos mentais são enviadas para penitenciárias comuns.

“Se já é difícil garantir os Direitos Humanos de uma pessoa com transtornos mentais, mesmo sem ela ter cometido infrações, imagine essas com as quais trabalhamos. São pessoas invisíveis”, diz ela. “Eles são ‘indesejados’ pela sociedade. Mesmo sem terem cometido delitos, são pessoas consideradas sem função. E quando cometem infrações, eles acabam pagando o dobro do tempo que as demais pessoas”, lamenta a assistente social. Na avaliação dela, a extinção das EAPs favorece que as pessoas passem incontáveis anos em “manicômios judiciários” como o HCTP. “Dificulta que essas pessoas voltem a ter liberdade”, alerta.

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"Bicicletas da Saúde" levam informação sobre o coronavírus para comunidades de Recife

Em três de junho, é comemorado o Dia Mundial da Bicicleta. A data foi aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2018 para conscientização sobre os vários benefícios sociais de usar a bicicleta para deslocamento e lazer.

Diante do atual contexto de pandemia, esse meio de transporte tão popular tem sido usado também como aliado na prevenção da covid-19 em Pernambuco. Isso porque a campanha Mãos Solidárias criou a "Bicicleta da Saúde", uma ferramenta de comunicação para que os agentes populares de saúde levem informação sobre o coronavírus e recomendações para o máximo de pessoas dentro das comunidades.

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De acordo com Senhorinha Joana, agente popular de saúde no bairro de Peixinhos, na periferia de Olinda, por meio da "Bicicleta da Saúde", se busca levar informações adequadas, seguras e acessíveis à população da periferia.

"Uma comunicação construída pelas próprias pessoas, para as próprias pessoas da comunidade. A bike da saúde é um projeto de combate a essa comunicação hegemônica, de combate a essa comunicação de fake news, que só faz agravar esse processo de contágio por coronavírus".

Para alcançar ainda mais territórios com mensagens importantes sobre a quarentena e o vírus, o projeto Mãos Solidárias está recebendo doações de bicicletas. Com essa ajuda, se espera atingir o máximo de comunidades possível. Para mais informações sobre doação de bicicletas ou contribuição financeira, entrar em contato por WhatsApp através do número (81) 98182-8197. 

Confira em vídeo a reportagem completa:

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BC estende regras para débito automático a contas de pagamento pré-pagas

A diretoria do Banco Central decidiu estender para as contas de pagamento pré-pagas (aquelas cujos recursos devem ser depositados previamente) as regras sobre autorização e cancelamento de débitos em conta que já estavam previstas para contas de depósitos e para contas-salário. A nova regulamentação consta de Circular publicada no BC Correio nesta quinta-feira e entra em vigor em 3 de novembro.

Segundo a regra, as autorizações deverão ter finalidade específica e conter a discriminação da conta a ser debitada. Assim, o débito ocorrerá somente nas contas específicas informadas pelos titulares e terá finalidade definida.

Em nota, o BC afirma que a regulamentação faz parte da Agenda BC# e dá mais transparência ao processo de autorização de débitos em conta, impedindo, por exemplo, autorizações com poderes amplos e genéricos. Ainda de acordo com o BC, para que o processo fique mais claro para os clientes, as instituições das contas de pagamento pré-pagas estão obrigadas a disponibilizar extratos com a relação das autorizações de débitos formalizadas, além dos valores de débitos futuros.

Os titulares dessas contas poderão cancelar essas autorizações de débitos a qualquer tempo, inclusive os relativos a operações de crédito e de arrendamento mercantil financeiro.

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Tim e Vivo recebem aprovação da Anatel e do Cade para compartilhamento de rede

As operadoras TIM e Telefônica Brasil, controladora da Vivo, informaram nesta quarta-feira, 3, que receberam a aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para o compartilhamento de infraestrutura de rede.

Serão compartilhadas infraestrutura de redes móveis para as tecnologias 2G, 3G e 4G. Na prática, as empresas vão usar as mesmas torres para retransmissão do sinal. De acordo com as operadoras, a autonomia comercial e de gestão de clientes será preservada em cada uma, permitindo maior eficiência operacional e financeira para ambas as companhias.

"Estas iniciativas reforçam o processo de evolução do mercado brasileiro de telecomunicações no que tange ao compartilhamento de infraestrutura de rede, beneficiando clientes através da melhoria da experiência de uso com incremento da capacidade de tráfego, bem como a ampliação de ofertas, com a entrada de uma das operadoras em cidades onde a outra não está presente", informam as companhias, em comunicado.

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Dia nacional em defesa do rio São Francisco: "O agronegócio é o grande vilão"

O dia 3 de junho é o Dia Nacional em Defesa do Rio São Francisco. Todos os anos, movimentos populares, comunidades tradicionais, ribeirinhas, de pesca artesanal, ONGs e uma série de atores sociais se mobilizam em defesa do Velho Chico. A luta em defesa do rio não é apenas pelo fim do dos conflitos ligados ao hidronegócio, mas também pela responsabilização social e ambiental das empresas que lucram com o rio mas pouco fazem para mantê-lo.

Nascendo na Serra da Canastra em Minas Gerais, o Velho Chico perpassa o sul da Bahia até Pernambuco e muda seu rumo em direção ao Oceano Atlântico na divisa entre Alagoas e Sergipe. Com 2.700 km de extensão, ele beneficia 505 municípios dos estados por onde passa além de Goiás e o Distrito Federal.

Devido a toda sua extensão, o São Francisco vem sendo um meio de sobrevivência para diversas comunidades ribeirinhas e tradicionais, mas também atendendo a demandas do agronegócio, indústria, siderurgia, mineração, produção de energia elétrica e até o descarte do esgoto de centenas de cidades. 

O agronegócio que é o grande vilão do Rio São Francisco que usa água de maneira indiscriminada, que contamina toda fauna e toda a flora aquática com pesticidas, diversos venenos.

A ação humana e das empresas vem degradando a biodiversidade do rio, como explica Felipe Sena, biólogo do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA).

“Desde o ataque que sofre por conta da especulação imobiliária, que ocupa as margens do rio de maneira desordenada acabando com as matas ciliares por causa do assoreamento, as baronesas de muitas cidades ribeirinhas que despejam muitos e muitos litros de dejetos no rio, além do efeito destrutivo das indústrias e, principalmente, do agronegócio que é o grande vilão do Rio São Francisco que usa água de maneira indiscriminada, que contamina toda fauna e toda a flora aquática com pesticidas, diversos venenos”, reitera.

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Mobilização

Iniciativas vêm sendo tomadas para mudar esse cenário, como as ações do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF), que reúne organizações para discutir e propor projetos que consigam minimizar os impactos no rio. Todo ano, o Comitê realiza a campanha “Eu viro carranca para defender o Velho Chico”.

Sena ressalta a importância dessas iniciativas no cuidado com o rio. “Elas são fundamentais porque partem do ponto de vista da necessidade de fazer a preservação do rio, a revitalização do rio com iniciativas hidroambientais que cuidem do rio, cuidem dos seus afluentes, que possam oportunizar a participação da população ribeirinhas nisso."

"É preciso construir planos de saneamentos municipais pra que todo esse lixo e todos esses dejetos que são produzidos nas cidades, ele não contamine o rio e mais do que nunca a sensibilização de toda a sociedade, que toda sociedade precisa compreender a importância que o rio tem”, completa.

Entre 2012 e 2019, cerca de R$ 42 milhões foram investidos em projetos hidroambientais e no planos municipais de saneamento básico. Essas e outras iniciativas acumulam para a construção de um modelo de utilização do rio que pense não apenas nos números para divulgação, mas que pense, sobretudo,  no uso responsável do rio com respeito ao meio ambiente e com as pessoas que precisam das suas águas para viver.
 


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MPF vai investigar baixo investimento do governo no combate à Covid-19

O Ministério Público Federal pediu nesta terça-feira, 2, a abertura de um inquérito civil público para apurar o baixo investimento do governo federal no combate à pandemia do coronavírus.

De acordo com informações dos procuradores, foram disponibilizados R$ 11,74 bilhões pelo Ministério da Saúde, mas só foram usados R$ 2,59 bilhões. Além disso, apenas R$ 804,68 milhões foram efetivamente pagos até 27 de maio, o que equivale a 6,8% dos recursos disponíveis haviam sido gastos até a data verificada pelo MPF.

Na ação, os procuradores afirmam que os repasses aos Estados e municípios foram drasticamente reduzidos a partir da segunda quinzena de abril. A instauração do inquérito foi motivada pelo recebimento de uma representação com informações de um estudo elaborado por meio de dados contidos em páginas oficiais do Ministério da Saúde. O documento cita como exemplos o site de Monitoramento dos Gastos da União com o Combate à Covid-19 e o painel demonstrativo da execução orçamentária relacionada às ações de combate ao vírus.

Para o MPF, os dados apontam uma possível ineficiência da União para enfrentar o coronavírus na demora para a liberação dos recursos aos Estados e na baixa utilização desse valor.

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“É fato notório que o número de casos confirmados de Covid-19 continua em ascensão, destacando-se o Brasil em relação aos demais países do mundo pelo alto número de casos por habitante, de forma que se esperaria a utilização dos recursos disponíveis para seu enfrentamento de imediato”, diz trecho da ação do MPF, que acusa uma redução dos repasses a partir do dia 13 de abril e uma “execução tímida” desse dinheiro.

O inquérito investigará as causas pelas quais a União não vem utilizando as verbas orçamentárias disponíveis para o combate à pandemia, e também os motivos pelos quais os repasses a Estados e municípios têm sofrido retenção.

O MPF pediu ainda informações ao Ministério da Saúde, ao Conselho Nacional de Saúde, ao Conselho Nacional dos Secretários da Fazenda, à Frente Nacional de Prefeitos e à Confederação Nacional de Municípios para contar com documentos que possam colaborar no inquérito. Os órgãos têm dez dias para prestar informações, a partir do recebimento dos ofícios.


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