quinta-feira, 4 de junho de 2020

Coronavírus: Brasil registra 1.473 mortes em 24h e passa a Itália no total

Ministério da Saúde atualizou na noite desta quinta-feira, 4, o número de casos e mortes por Covid-19. De acordo com o levantamento das secretarias regionais, foram registrados nas últimas 24 horas 30.925 casos e 1.473 mortes em decorrência do novo coronavírus Os dados apontam, pelo terceiro dia consecutivo, o maior número contabilizado no período. O índice supera a alta desta quarta, quando foram registrados 1.349 óbitos. Já o número de novos diagnósticos é o segundo maior no período de 24 horas já contabilizado, perdendo apenas para o dia 30 de maio, quando o governo anunciou 33.274.

No total, são 34.021 óbitos acumulados e 614.941 diagnósticos positivos no país desde o início da pandemia. Com esses números, o Brasil ultrapassou a Itália em mortes e é o terceiro país com maior número de vítimas no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com 107.474, e do Reino Unido, com 39.987, de acordo com os dados da Universidade Johns Hopkins.

Há ainda 254.963 pacientes recuperados e 325.957 casos em acompanhamento. Óbitos suspeitos somam 4.159 ocorrências.

A divulgação dos dados tem ocorrido cada dia mais tarde. Na gestão de Luiz Henrique Mandetta, ainda no começo da pandemia, o balanço era apresentado diariamente em entrevista à imprensa às 17h. Quando Nelson Teich assumiu, no começo de maio, os dados passaram a ser divulgados depois das 19h. Na quarta, 3, data com o maior número de mortes confirmadas em 24 horas, 1.349 no total, a equipe do Ministério da Saúde informou que o dado sairia apenas às 22h por problemas técnicos. O mesmo ocorreu nesta quinta, sem nenhuma explicação oficial para o atraso.

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A estimativa do governo federal é que o Brasil já tenha realizado 1.085.891 exames RT-PCR (o mais confiável). Há ainda o montante de 800.000 testes rápidos (os que detectam anticorpos, com maior taxa de erro) realizados pelas secretarias de Saúde.

São 4.178 municípios brasileiros com casos detectados de Covid-19, trata-se de um percentual de 75% das cidades de todo o país.

Novo programa

Ministério da Saúde também anunciou um programa para ampliar o acesso à atenção primeira de saúde. Ou seja, acesso aos primeiros atendimentos aos que apresentam sintomas ainda leves da doença, a exemplo de febretosse dor no corpo. Na proposta divulgada pela pasta, são 5.570 municípios que receberão orçamento para montar um centro de atendimento para o enfrentamento à Covid-19. Está estimado o investimento de 896,6 milhões de reais no serviço.

Já os chamados centro comunitários de referência para enfrentamento à Covid-19, a segunda parte do projeto, é para regiões onde há pelo menos 4.000 pessoas morando em favelas e outras moradias subnormais. Neste grupo, 176 municípios dividirão o investimento de de 215,3 milhões de reais.

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As duas ações devem ocupar equipamentos regionais já disponíveis: caso de centro comunitário e de saúde.

Previsões para os estados

A pasta da saúde reconhece que a pandemia ainda está em fase de aceleração em todo o país, ainda que alguns estados apresentem percentuais que indiquem possíveis desacelerações mais à frente.

Por meio de dados obtidos nas últimas semanas, apontado durante a coletiva de imprensa que a região metropolitana da Grande Vitória, no Espírito Santo, apresentou uma tendência à estabilização de casos novos da doença na última semana. O mesmo deve ser acompanhado no estado do Ceará, que ainda apresentou uma queda no número de óbitos nas últimas semanas epidemiológicas. Também teve redução no número de óbitos o Amazonas, mas os novos casos ainda estão em curva ascendente.

Outras medidas estatísticas ainda apontam que Piaui, Rio de Janeiro, Pernambuco, são alguns estados que podem apresentar redução e internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave nas próximas semanas. Essas internações são um “termômetro” para saber como está a prevalência de Covid-19 nas regiões — uma vez que nem todos os doentes com o novo coronavírus são diagnosticados.


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Brasil ultrapassa 34 mil mortes e já é o terceiro país com mais óbitos por covid-19

De acordo com os dados apresentados pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira, o Brasil soma até agora 34.021 mortes por causa da covid-19. O número de confirmações de óbitos em 24 horas continua acima de mil por dia e chegou a 1.453. Com esse resultado, o país se aproxima da Itália, terceiro país com mais notificações de mortes por causa da pandemia. Em números absolutos o Brasil já é o terceiro na lista, ultrapassando a Itália com os registros desta quinta-feira (4). Segundo as informações do Ministério, o país é o 21º em taxa de mortalidade.

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Até o momento, 614.941 brasileiros tiveram confirmação de que foram infectados. Nas últimas 24 horas foram 30.925 novos registros. Do total, somente 41,5% dos contaminados se recuperaram. Isto quer dizer que há hoje 325.957 pessoas doentes com covid-19 no país.

Durante entrevista coletiva nesta quinta-feira, o secretário substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Macário, foi perguntado sobre os níveis de subnotificação, mas não deu nenhum dado concreto em sua resposta.

"Existem vários estudos. Tem um estudo recente da Universidade de Pelotas, que tem umas estimativas. Mas assim, é muito difícil precisar em relação a isso" afirmou Macário, completando que o governo trabalha para ter diminuir a subnotificação e ter precisão dos números.

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As autoridades em saúde investigam 4.159 mortes e o número de confirmações de óbitos e casos acelera com mais rapidez a cada semana. Nos últimos sete dias do mês passado foram mais de 150 mil registros da doença. Na semana anterior o número estava abaixo de 115 mil.

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Já foram registrados casos em 75% dos municípios brasileiros. Em dois de abril, o número total de cidades em que a doença foi confirmada era de 471, hoje são mais de 4 mil. No norte e no Nordeste, mais de 85% das cidades foram afetadas. Nas outras regiões os índices então entre 60% e 70%

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Centros de atendimento

O governo divulgou também nesta quinta-feira ações de suporte à atenção primária nos municípios. Para identificar casos leves, as cidades poderão contar com centros de atendimento e centros comunitários de referência, esses últimos específicos para comunidades de baixa renda.

Com isso espera possibilitar que outros serviços oferecidos nas unidades de saúde sejam mantidos. O investimento será de R$ 1,2 bilhão e cada unidade poderá ter acesso a até R$100 mil por mês.

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Os centros de atendimento se direcionam a todos os municípios e funcionarão em estruturas de saúde já existentes e que possam ser colocadas a essa disposição. Já os centros comunitários de referência funcionarão  em cidades que possuem regiões periféricas com estruturas insuficiente, como favelas e comunidades similares. Cada unidade funcionará por 40 horas semanais e terá equipes de profissionais da medicina, da enfermagem, além de técnicos e auxiliares. Os gestores municipais devem procurar o Ministério da Saúde para iniciar o processo de implementação das estruturas.  

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O que é coronavírus

É uma extensa família de vírus causadores de doenças tanto em animais como em humanos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em humanos, os vários tipos de vírus podem provocar infecções respiratórias que vão de resfriados comuns, como a síndrome respiratório do Oriente Médio (MERS), a crises mais graves, como a síndrome respiratória aguda severa (SRAS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença covid-19.

:: Minuto a minuto | Coronavírus no Brasil ::

Como ajudar quem precisa?

A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.

 


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Cientistas debatem a relação entre o capitalismo, a crise ambiental e a pandemia

A pandemia causada pelo novo coronavírus levantou uma questão: como a crise ambiental produzida pela ação humana gerou uma crise de saúde em todo o mundo. A relação colocada aqui é, portanto, da pandemia vista como parte da crise do meio ambiente. Esse foi tema tratado no debate “Ciência e Natureza - Pandemia como parte da crise ambiental: é possível enfrentar as mudanças climáticas sem mudar o sistema?”, que foi realizado na manhã desta quinta-feira (4), durante o Fórum Popular da Natureza.

O sistema em questão é o capitalista. Qual é a relação entre capitalismo, pandemia e crise ambiental? Durante o debate, Miguel Nicolelis, neurocientista e coordenador do Consórcio Nordeste, explicou que o sistema capitalista significa a promoção de ações “deletérias” do ponto de vista civilizatório, que expõem a humanidade ao risco de extinção: como guerras, mudanças climáticas e pandemias

Trata-se de “um sistema econômico que expôs a toda espécie e planeta a possibilidade de, quando a gente avança nos ecossistemas, destrói as cadeias de relação de ecossistemas, a gente abre o leque de possibilidades da espécie ser extinta”, entre elas as pandemias. 

Para o neurocientista, a humanidade escapou de diversas “balas epidêmicas”, como a gripe espanhola, no começo do século 20. Assim como outras, a pandemia de covid-19 mostrou que “um dos pilares desse modelo civilizatório não sustentado foi rompido e o desequilíbrio com o meio ambiente e na nossa interação com outras espécies animais e com a flora do planeta foi exposto numa ferida que gerou um vírus que pôs o planeta inteiro de joelhos”, afirma Nicolelis.

O neurocientista reitera que a pandemia expôs todas as “fragilidades” do modelo civilizatório e econômico capitalista, baseado na valorização do que ele chama de “igrejas de mercados e Deus do dinheiro” e criado pela humanidade “pensando que essa era a única forma”, o que leva à possibilidade de mudança desse sistema. 

O desequilíbrio com o meio ambiente e na nossa interação com outras espécies animais e com a flora do planeta foi exposto numa ferida que gerou um vírus que pôs o planeta inteiro de joelhos.

“Nós criamos fantasias mentais que se tornam mais importantes que a vida humana e a própria sobrevivência do planeta. Fantasias mentais que não estão restritas a ritos e fantasias religiosas, que nós aceitamos como divinas, mas na realidade são produtos da mente.” Para ele, é essa lógica que fez a humanidade escravizar populações ao longo da história. “No século 21, não ainda não nos demos conta que essas abstrações podem acabar conosco e com o planeta todo”, diz Nicolelis.

Marildo Menegat, pós-doutor em Filosofia e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acrescenta que o fim máximo da sociedade capitalista é transformar a natureza em mercadoria. Ele explica que é impossível falar, portanto, em agroecologia sem falar em capitalismo.  

::Leia mais: Solidariedade do MST busca mostrar que o inimigo, além do vírus, é o capitalismo::

Outro ponto destacado por Menegat como essencial à expansão do capitalismo é a guerra. Ele explica que o fordismo, modelo de produção em massa, precisou de três guerras para se consolidar no mundo: a Guerra Civil Americana e as duas guerras mundiais. Isso por conta da larga utilização de recursos naturais empregados nesses momentos históricos. A exemplo, a Segunda Guerra Mundial gastou o dobro de ferro do que foi gasto nos 150 anos anteriores, afirma Menegat. Por isso, também se torna “impossível falar em capitalismo sem falar em fascismo e nazismo”.

Hoje, argumenta Menegat, o capitalismo precisa explorar de maneira mais expressiva e rápida a natureza para sobreviver. “Não sou eu quem anuncia o apocalipse. É o capitalismo que produz o apocalipse. Ao mesmo tempo em que hoje o capital produz uma mudança climática para continuar existindo, ao mesmo tempo em que hoje o capitalismo para contornar o limite intransponível, é uma forma social cujo prazo já se esgotou e há muito, ele precisa destruir, destruir e destruir”, afirma Menegat.

Não sou eu quem anuncia o apocalipse. É o capitalismo que produz o apocalipse.

Luiz Marques, professor Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), complementa a ideia de Menegat, sobre os impactos das relações capitalistas no planeta e explica tratar-se de um "sistema que é por natureza expansivo permanecer dentro de um sistema que não é ilimitado”. Para ele, três pontos são necessários para atenuar os impactos da crise do meio ambiente que já visíveis e mudar rumo da relação entre natureza, ciência e humanidade: religação dos saberes, redefinição da política e percepção da emergência climática. 

O primeiro ponto envolve a compreensão de que ciências da natureza e ciências humanas andam juntas e não devem ser separadas e muito menos hierarquizadas. O contrário desemboca no uso da ciência como puramente ferramenta do capitalismo. “É importante que a gente tenha a compreensão de que a religação dos saberes é impossível se não houver religação da política. É preciso que nós hoje sejamos capazes de redefinir a política, o que significa entender que a velha plataforma sempre válida de justiça social da esquerda está indissociável da questão ambiental”, defende Marques. 

::Saiba mais: O que significa ser antifascista e por que o bolsonarismo é o fascismo do século 21::

Outra questão “essencial” para a religação dos saberes é o enfrentamento do fascismo. “Existem aqueles que devem barrá-lo, o que prevê uma nova definição de política”. Para o professor da Unicamp, isso significa que os diferentes setores da sociedade devem ter a capacidade de entender que existe “um inimigo em comum”.


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MST keeps solidarity initiatives in Africa and Latin America during the pandemic

During the pandemic, the Landless Rural Workers Movement (MST by its Brazilian Portuguese acronym) made the news for donating 1.2 tons of foods produced in their camps and settlements to the vulnerable populations in Brazil. The solidarity initiatives, which help to avoid shortages during the health crisis, also took place abroad, and started way before the covid-19 pandemic.

The movement's internationalist brigades work in other two Latin American countries, Haiti and Venezuela, and are also present in Zambia, in South Central Africa. 

Haiti

Brazil's Via Campesina Internationalist Brigade in Haiti was named after Jean-Jacques Dessalines, one of the revolutionary heroes who fought for the country's independence in 1804.

Their work started in January 2009 and was intensified in the following year, after an earthquake killed 316 thousand people and left 1.2 million people without shelter in the capital Port-au-Prince and other neighboring towns.

Food sovereignty is one of Haiti's most urgent needs / Dessalines Internationalist Brigade

The MST has contributed by sending emergency food packages produced in Brazil, helping to implement water collection systems, and building a national center of agroecology - including a hen house with a full capacity for 7 thousand hens. The Dessalines brigade also started to run a bank of rice, corn, and bean seeds. 

"Coronavirus comes into a context of historical and structural crises, intensifying a public health crisis that has been severe since the times of cholera," explains Paulo Henrique, MST activist and member of the brigade. The country has already reported 2,507 Covid-19 cases and 48 deaths.  

According to the activist, the election of Jovenel Moïse in 2016 has worsened the political instability and economic crisis, affecting the population's quality of life, causing popular demonstrations across the country. 

"It's a government that implemented a neoliberal agenda, with an economy depending even more on the US imperialism, which during this pandemic is not doing anything to protect the population. In other words, the State is absolutely absent from the lives of Haitians," he criticizes. 

Today, the Dessalines brigade works on four fronts. The first axis is the production of food in partnership with Tet Kole ti Peyizan Ayisyen, a peasant movement that fights for food sovereignty in Haiti. Besides that, the brigade also helps in the distribution of seedlings, stimulating reforesting, as well as masks to the population. 

The fourth front works on political mobilization with organized popular movements against Moïse's regime.

Activists expose social movements' flags that carry out solidarity actions in Haiti / Dessalines Internationalist Brigade

Venezuela

The MST work in Venezuela started 15 years ago. Their first task was to help the Bolivarian Revolution with political education, as well as to grow healthy food. The brigade is named after Apolônio de Carvalho, a Brazilian intellectual and activist who died in 2005. 

Amid the economic war promoted by the US, which has been aggravated in the pandemic, MST members work to guarantee food sovereignty and avoid shortages in the country. 

The production of native and agro-ecological seeds in the country is conducted in partnership with the Venezuelan state, as well as the Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO). 

The new coronavirus has infected 1,819 venezuelans and caused 18 deaths in the country up until now. Since the number of cases is under control, at least in comparison to neighboring states, the food health of the country remains a priority.

Since 2009 MST activists are in Haiti / Dessalines Internationalist Brigade

The agricultural technician Rafael Quiroga, MST activist, works in the state of Merida, in the municipalities of Andres Bello and Campos Elías. "Our work here aims at sharing knowledge and experience in agroecology for the production of seeds, greens, and grains. We assist the families in the production of seeds, extraction, cleaning, drying and stocking," he reports. 

"We have a dream to help them create a co-op similar to Bionatur, with a Venezuelan identity. We have learned a lot from the stories of struggle, resistance, and organization of the Venezuelan people," adds Quiroga. 

The agronomist Patricia Balbinotti works in the El Maizál commune, in the state of Lara, and believes that the stimulus to the production of healthy food is central to the Venezuelan scenario. "We are trying to implement a process of agroecological transition, recovering the soil with organic compost," says the activist, who also works with the peasant families who live in the community. 

Zambia 

The Internationalist Brigade in Zambia is named after Samora Machel, a revolutionary that led Mozambique's independence in 1975. 

Zambia has 1,089 official covid-19 cases and 7 deaths. The situation is apparently under control, but undercounting must be factored in. 

Members of the brigade also call attention to the growth in the number of people dying from HIV/Aids and the flu, for instance. It is possible that hiv positive people's lower immunity has aggravated the number of deaths by coronavirus - by stating the cause of death as the flu, the government could be underestimating the problem. 

During a heavily militarized quarantine, MST activists work mostly on the distribution of seeds and healthcare equipment, which has been neglected by the local government, as well as on political mobilizations to protect peasants' rights. Last week, the brigade donated 400 liters of hand sanitizer and 400 masks to the Socialist Party of Zambia - the most important progressive force in the country's opposition. The donations will be distributed in the outskirts of the country. 

Out of the 17 million inhabitants, more than 10% live in the capital of Lusaka. The country has very few urban areas, which concentrate 44% of the population. The cities have precarious sewage systems and access to water. The families rely on an informal economy and are used to living in clusters, which increases risk of contamination.

MST and Socialist Party of Zambia / Samora Machel Internationalist Brigade

Going against the World Health Organization (WHO) protocols and ignoring the rise in the number of covid-19 cases, the government eased social isolation measures a few days ago, authorizing the opening of restaurants, bars, parks, beauty salons, and gyms. The brigade coordinator and MST activist, Fabio Pimentel, adds that there is also the possibility of reopening universities, as well as a partial return of public school activities.  

In the rural areas, the brigade defends that the State guarantees public policies to buy products from the peasants, given that necessary measures have been taken to protect workers' lives.

Almost 55% of Zambians live in extreme poverty and only 46% of the population has access to clean water. Life expectancy is 59 and 12,% of the people between 15 and 49 are HIV positive. 


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DEM se divide sobre aderir a um pedido de afastamento de Wilson Witzel

Fica ou vai O DEM, de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eduardo Paes, se divide sobre aderir a um processo de afastamento de Wilson Witzel (PSC). Maia, segundo relatos, pede calma, já Paes advoga pelo desembarque. O partido indicou o secretário de infraestrutura do Rio. Leia mais (06/03/2020 - 23h15)
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Governo não escolhe sites em publicidade oficial, diz Wajngarten

O secretário de Comunicação Social da Presidência da República, Fábio Wajngarten, afirmou nesta quarta-feira, 3, que o governo federal não define os sites, portais ou blogs onde são veiculadas as peças publicitárias de ações governamentais. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, convocada pelo secretário, para esclarecer um levantamento feito pela comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) do Congresso Nacional que investiga as chamadas fake news. De acordo com o levantamento, durante a campanha pela reforma da Previdência, no ano passado, o governo teria feito 2 milhões de anúncios em sites e blogs que veiculam notícias falsas ou promovem jogos de azar.

“Na Secom [Secretaria de Comunicação Social] do presidente Bolsonaro, não há desvios, não há favorecimento de A, B ou Z. A Secom preza pela tecnicidade e a economicidade”, disse o secretário. Segundo ele, durante a campanha pela reforma da Previdência, o governo gastou R$ 72 milhões em publicidade, por meio da veiculação de quase 400 milhões de anúncios em diversos canais da internet.

Durante a coletiva, Wajngarten estava acompanhado de Glen Valente, que é o secretário de Publicidade da Secom e responsável direto pelos investimentos publicitários do governo federal. De acordo com Valente, o governo contrata uma agência de publicidade, que utiliza uma plataforma do Google para distribuir os anúncios com base em algoritmos definidos pela plataforma, a partir de critérios de perfil de público definidos pelo governo.

“A Secom contrata a agência de publicidade, que vai e utiliza a plataforma Google, no caso Google Adsense, baseado em critérios e alguns filtros, ela faz o investimento em nome do cliente. E o Google, com base em algoritmos, faz o investimento em alguns sites com base no perfil de investimento que a Secom definiu para atingir determinado público. Não há nem é possível direcionamento para qualquer site ou blog, a gente está atrás da audiência, ou seja, onde está o cliente”, explicou. Segundo Valente, cada anúncio vale R$ 0,005. Considerando os 2 milhões de anúncios em sites “inadequados”, de acordo com a CPMI, o valor final corresponderia a R$ 10 mil.

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Fábio Wajngarten ainda destacou, durante coletiva, que o governo só paga uma publicidade quando ela é clicada pelo usuário na internet, e que sites de conteúdo “impróprio”, como pornografia e ações ilegais, são excluídos pela plataforma Google. Além disso, ele minimizou o número de anúncios que, segundo o relatório da CPMI, teria sido veiculado em sites considerados “inadequados”.

“Vocês verão que o total de anúncios servidos, ou seja, entregues, para a campanha da nova Previdência, foi de aproximadamente 400 milhões. Em se confirmando esse número de 2 milhões, estamos falando de uma assertividade de 99,5% da comunicação da Secom, mas a gente ainda não teve acesso a esse relatório que retratou 2 milhões de anúncios”, afirmou.


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